Toxicidade do glitter verde sobre espécies marinha (Artemia salina) e dulcícola (Daphnia magna)

Autores

  • Pedro Henrique Paixão de Moura Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Vitória Nogueira Soares Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Lilly Cristine Cunha de Oliveira Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Letícia Albanit França Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Denis Moledo de Souza Abessa Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Caio Cesar Ribeiro Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Palavras-chave:

Microplástico, Ecotoxicologia, Resíduo, Poluição

Resumo

O termo glitter se refere a pequenas partículas achatadas e reflexivas, consideradas um microplástico de fonte primária. Embora o projeto de lei 6.528-A, de 2016, proponha regulações nacionais para microesferas plásticas, visando banir seu uso em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria, não há regulamentação para o glitter. Neste estudo foi avaliada a toxicidade do glitter verde sobre os microcrustáceos Artemia salina e Daphnia magna, comparando os efeitos em animais de habitats destoantes. Observou-se que o glitter foi tóxico em ambas as espécies, com as concentrações de efeito observado (CEO) estimadas em 50 mg/L. A concentração letal a 50% dos organismos (CL50-48h) para D. magna foi de 200 mg/L. O glitter está presente em diversas situações do cotidiano, porém quando disperso na coluna d’água em altas concentrações, pode provocar efeitos deletérios sobre os organismos aquáticos.

Publicado

2022-07-14

Edição

Seção

Resumos expandidos e notas científicas