TEMPO DE QUARENTENA
MORTE E VIDA ANUNCIADAS
Keywords:
Pandemia, Covid-19, Discurso Social, Subjetividade, Ciclo VitalAbstract
O artigo: tempo de quarentena: morte e vida anunciadas é constituído de base teórica inscrita pelo enlace entre alguns conceitos psicanalíticos e a abordagem processual da teoria das representações sociais. O artigo apresenta alguns mecanismos de defesa no intuito de amenizar o sofrimento físico, psíquico e social que acomete o ser humano face a um cenário pandêmico. A particularidade desta crise é ser planetária, mundial na medida em que a crise atravessa fronteiras, barreiras culturais, econômicas, políticas, sociais e afetivas e coloca o sujeito face a sua inexorabilidade, sua impotência, sua finitude. O Covid-19 é o nome do sintoma social, efeito do mal-estar na civilização, faz inscrição e laço no discurso social. É esse mesmo laço que rege o discurso capitalista, o gozo pelos excessos produzidos no sistema, quando comanda o sintoma social que faz padecer a humanidade. Em tempo da quarentena maturamos o exercício de se pensar a consigna sanitária de « ficar em casa », esta nos obriga a olhar para a condição de ser da falta, essa nos é constitutiva, posto que somos prisioneiros de nós mesmos, e do outro ao qual nos alienamos. Diante da atualidade e complexidade do fenômeno, faz-se preciso observar o desenrolar dos fatos, na tentativa de costurar um tecido social a partir dos fios soltos das experiências subjetivas vividas que vão se elaborando no après-coup da realidade fenomênica atual marcada pela ressignificação dos ciclos da vida.
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Copyright (c) 2020 Revista de Educação da Universidade Federal do Vale do São Francisco

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