Mulheres contemporâneas
DOI:
https://doi.org/10.5281/Palabras clave:
Dramaturgia brasileira contemporânea, Sílvia GomezResumen
Esta resenha de quatro peças da autora mineira Sílvia Gomez pode começar pela constatação: um traço importante de sua dramaturgia é a atenção dada às personagens femininas, a ênfase no ponto de vista das mulheres. Os textos refletem os seus problemas ou partem deles: maternidade e adoção na cômica e ácida Mantenha fora do alcance do bebê, de 2007, encenada em 2015; violência sexual em Neste mundo louco, nesta noite brilhante, de 2018, encenada no ano seguinte. Em A árvore, monólogo realizado de modo remoto em 2021, talvez a alegoria da pessoa aos poucos transformada em vegetal se pudesse ligar a uma figura masculina, mas a opção foi novamente por uma personagem mulher. Em Lady Tempestade (estreada em 2024), Sílvia reelabora a história da advogada pernambucana Mércia Albuquerque, constante na defesa dos presos da ditadura civil-militar, e o uso dos diários de Mércia como apoio para a invenção dramatúrgica já ancora o texto nesse universo – amplo e diverso, evidentemente.
Referencias
GOMEZ, Sílvia. A árvore. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.
GOMEZ, Sílvia. Lady Tempestade. Rio de Janeiro: Cobogó, 2025.
GOMEZ, Sílvia. Mantenha fora do alcance do bebê; Neste mundo louco, nesta noite brilhante. Belo Horizonte: Javali, 2023.