ENTRE A PROVA E A CRIAÇÃO: RELATO DE UMA VIVÊNCIA EM QUE ESTUDANTES DA SAÚDE ESCOLHERAM COMO SERIAM AVALIADOS NA DISCIPLINA DE BIOQUÍMICA
Palavras-chave:
Protagonismo estudantil, Autonomia pedagógica, Metodologias disruptivas, Engajamento afetivo, Educação significativaResumo
Este relato de experiência descreve a implementação de uma proposta avaliativa alternativa na disciplina de Bioquímica II, em cursos da área da saúde, na qual os estudantes puderam escolher o formato de apresentação de seus aprendizados. A avaliação substituiu, de forma opcional, a prova teórica tradicional por produções autorais, como jogos, vídeos, cordéis, podcasts e paródias, acompanhadas de um vídeo de justificativa metodológica. O processo foi conduzido com base em um barema previamente disponibilizado, contendo critérios claros de avaliação. Ao longo do semestre, observou-se participação ativa dos estudantes na elaboração dos materiais, com revisão progressiva dos conteúdos e adaptação da linguagem para diferentes públicos. A atividade exigiu organização conceitual, comunicação do conhecimento bioquímico e aplicação dos conteúdos em contextos culturais e educacionais diversos. Os resultados indicaram maior engajamento discente, além de ampliação das formas de expressão acadêmica sem prejuízo do rigor conceitual. A experiência sugere que a diversificação dos formatos avaliativos pode contribuir para integrar avaliação e aprendizagem, favorecendo participação ativa dos estudantes e comunicação mais efetiva do conhecimento científico no ensino superior.
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