Mulher[es] e dramaturgia
DOI:
https://doi.org/10.5281/Keywords:
Feminismo, Representatividade, Teatro Brasileiro, DramatrurgaAbstract
O relato tem como objetivo examinar a trajetória da mulher dramaturga no Brasil, destacando tanto os obstáculos históricos de invisibilidade quanto as conquistas recentes afirmação artística e política. A autora adota uma abordagem crítica e pessoal, articulando sua experiência como dramaturga e formadora com referenciais teóricos do feminismo, especialmente Virginia Woolf e Gayatri Spivak, para analisar a condição subalterna das mulheres na dramaturgia. O método consiste em revisão histórica e crítica de textos e autoras — de Júlia Lopes de Almeida às dramaturgas da geração de 1969 e às novas vozes do século XXI — em diálogo com contextos sociais, políticos e culturais. A originalidade do estudo está em preencher a lacuna teórica sobre a presença feminina no teatro brasileiro, tradicionalmente silenciada. Como resultado, evidencia-se a escassez histórica de dramaturgas reconhecidas e a emergência contemporânea de autoras com pautas de gênero, raça e classe. A contribuição central é propor um olhar renovado sobre a dramaturgia brasileira, ampliando o cânone e oferecendo instrumentos para repensar teoria e prática teatral a partir de perspectivas plurais e feministas.
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