Ludificação no ensino de física: diversidade e inclusão no processo educativo

Autores

  • Jauahallau nehu Evangelista Cunha da Silva Universidade Federal do Vale do São Francisco
  • Daniel Berg de Amorim Lima IFSertãoPE - campus Petrolina
  • Anderson Camatari Vilas Boas Universidade Federal do Vale do São Francisco

Palavras-chave:

Ludificação, Ensino de Física, Diversidade, Inclusão, Pedagogia Crítica

Resumo

Este artigo discute a ludificação no ensino de Física como ferramenta pedagógica capaz de promover diversidade e inclusão no processo educativo. A partir de um diálogo teórico com Michaliszyn (2010), Ramos (2015), Vygotsky (apud Souza, 2018), Tenório (2020) e Ega (2021), busca-se compreender como práticas lúdicas podem contribuir para superar a exclusão e aproximar a ciência dos diferentes contextos culturais. Utiliza-se uma abordagem qualitativa, fundamentada em análise bibliográfica. Os resultados apontam que a ludificação não apenas desperta o interesse dos estudantes, mas também potencializa a participação de grupos historicamente marginalizados, promovendo representatividade e equidade. Conclui-se que a inserção de jogos, narrativas e simulações no ensino de Física constitui-se como estratégia de democratização do conhecimento científico e valorização da diversidade. Além disso, dialoga-se com Paulo Freire (1996), cuja pedagogia crítica defende a valorização da cultura do estudante e o caráter dialógico do processo de ensino-aprendizagem. Assim, a ludificação é compreendida como prática que rompe com a educação bancária, estimulando autonomia e criticidade.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Jauahallau nehu Evangelista Cunha da Silva, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Atua como professor de Física e Matemática, com experiência na educação básica do 6 ano do Ensino Fundamental ao 3 ano do Ensino Médio, tendo lecionado no Colégio Objetivo (Juazeiro-BA) e como professor colaborador do Sistema FIEB, no Colégio SESI João Gilberto. Desenvolve práticas pedagógicas voltadas ao uso de novas tecnologias educacionais e metodologias interativas, alinhadas às demandas contemporâneas do ensino. Foi bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES) e participou de projetos de extensão no Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertão-PE), com destaque para o Clube de Astronomia e o Núcleo de Astronomia e Cosmologia, atuando na divulgação científica e na popularização da ciência. Foi monitor da disciplina Fundamentos da Matemática no IFSertão-PE. É graduado em Física (Licenciatura) pelo Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertão-PE), especialista em Educação, Contemporaneidade e Novas Tecnologias pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), e graduado em Tecnologia de Segurança Pública pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIASSELVI). Possui formação técnica em Segurança Pública pela Academia Integrada de Defesa Social de Pernambuco (ACIDES-PE) e Extensão Universitária em Matemática pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atualmente, é mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGENS) da UNIVASF, Campus Senhor do Bonfim, e acadêmico do curso de Engenharia Civil pelo IFSertão-PE.

  • Daniel Berg de Amorim Lima, IFSertãoPE - campus Petrolina

    Possui graduação em Física (2012) pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), graduação em Engenharia Mecânica (2014), mestrado em Ensino de Física e doutorado em andamento em Ciência dos Materiais pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). É professor efetivo do IFSertãoPE, Campus Petrolina, onde atua no ensino, na pesquisa e na extensão. Possui experiência na área de Física, com ênfase em Física e Ensino de Física, desenvolvendo atividades voltadas à formação docente, ao uso de tecnologias educacionais e à popularização da ciência. Atua como coordenador geral da Feira de Ciências do IFSertãoPE e do Museu Carranca da Ciência, ambos sediados no Campus Petrolina, iniciativas voltadas à divulgação científica, à integração com a educação básica e à promoção da ciência em diálogo com a cultura e a comunidade local.

  • Anderson Camatari Vilas Boas, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Possui graduação em Fisica pela Universidade Estadual de Londrina (2007), mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (2012) e doutorado em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (2018). Atualmente é pesquisador da Universidade Estadual de Londrina e professor assistente da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino de Ciências, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino de física, natureza da ciência, ensino de ciências, história e filosofia da ciência e análise textual discursiva (atd).

Referências

EGA, Françoise. Cartas a uma negra. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

MICHALISZYN, Mario Sergio. Educação e diversidade. Curitiba: CRV, 2010.

RAMOS, Rosana. Inclusão na prática. São Paulo: Cortez, 2015.

SOUZA, M. de F. (Org.). Diversidade e inclusão: o que a teoria histórico-cultural tem a contribuir?. São Paulo: Editora UNESP, 2018.

TENÓRIO, Jeferson. O avesso da pele. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

Downloads

Publicado

20-02-2026

Como Citar

EVANGELISTA CUNHA DA SILVA, Jauahallau nehu; LIMA, Daniel Berg de Amorim; CAMATARI VILAS BOAS, Anderson. Ludificação no ensino de física: diversidade e inclusão no processo educativo. Revista de Educação do Vale do São Francisco, [S. l.], v. 16, n. 38, p. 10, 2026. Disponível em: https://www.periodicos.univasf.edu.br/index.php/revasf/article/view/3371. Acesso em: 21 fev. 2026.